Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

24 setembro 2013

António Ramos Rosa, uma vida dedicada à poesia


Autor de uma das obras poéticas mais extensas e marcantes da poesia portuguesa contemporânea, António Ramos Rosa morreu esta segunda-feira aos 88 anos. Poeta e ensaísta António Ramos Rosa, um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa contemporânea, autor de quase uma centena de títulos, de O Grito Claro (1958), a sua célebre obra de estreia, até Em Torno do Imponderável, um belo livro de poemas breves publicado em 2012. Exemplo de uma entrega radical à escrita, como talvez não haja outro na poesia portuguesa contemporânea, além da sua vastíssima obra poética, escreveu livros de ensaios que marcaram sucessivas gerações de leitores de poesia, como Poesia, Liberdade Livre (1962) ou A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979), traduziu muitos poetas e prosadores estrangeiros, sobretudo de língua francesa, e organizou uma importante antologia de poetas portugueses contemporâneos (a quarta e última série das Líricas Portuguesas). Era ainda um dotado desenhador.  Prémio Pessoa em 1988, António Ramos Rosa, natural de Faro, recebeu ainda quase todos os mais relevantes prémios literários portugueses e vários prémios internacionais, quer como poeta, quer como tradutor. Não consigo despedir-me sem vos deixar o meu poema preferido. Fiquem bem.
CC 
Não Posso Adiar o Amor
Não posso adiar o amor para outro século 
não posso 
ainda que o grito sufoque na garganta 
ainda que o ódio estale e crepite e arda 
sob montanhas cinzentas 
e montanhas cinzentas 

Não posso adiar este abraço 
que é uma arma de dois gumes 
amor e ódio 

Não posso adiar 
ainda que a noite pese séculos sobre as costas 
e a aurora indecisa demore 
não posso adiar para outro século a minha vida 
nem o meu amor 
nem o meu grito de libertação 

Não posso adiar o coração 

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

10 setembro 2013

Boas vindas!

Calculo que andem por aí más línguas a dizer que não é justo já estarem em aulas enquanto outros ainda estão de férias.... Vejam as coisas de outra forma: temos a escola só para nós! Mentira? Já viram a quantidade e espaço no banco em frente à papelaria? E a fila do Bar? Pois, não há! Aproveitemos enquanto não chega a multidão que também não está só dentro da escola: já se esqueceram dos carros à porta??? Pronto, confessem que estão com saudades dos colegas. Mais uns dias e volta tudo ao normal. Tudo isto só para vos desejar um excelente ano letivo, muitas leituras interessantes e já sabem onde nos encontrar: bloco K, ao fundo do corredor. A equipa vai mudar um pouco mas já perceberam que a melga do blog é a mesma. Até já.
CC

Exposição Dia Internacional dos Direitos Humanos

Exposição de trabalhos do 9º E (Mundo Atual) e do 12º E (Psicologia) para lembrar o DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS. Registo de pal...