Concurso Nacional de Leitura

06 maio 2008

Maio... 40 anos depois

Misturam-se nos últimos dias as comemorações dos períodos revolucionários com os desabafos políticos contra as juventudes “rascas”. Descobre-se, com grande escândalo, a falta de conhecimento e de interesse dos jovens sobre a sua história recente. Contudo, na década de 1960, em pleno período revolucionário, também se faziam igualmente acusações ao alheamento social dos jovens.
O Maio de 68 foi uma experiência social ampla. Foi uma abertura à mudança política em vários planos da vida. Lutava-se em greves gerais por melhores salários e condições de vida, ao mesmo tempo que jovens socialmente favorecidos, alguns da alta burguesia, organizavam barricadas, atiravam pedras à polícia e participavam em manifestações. Questionava-se a organização tradicional família, defendia-se o uso de drogas ao mesmo tempo que se pensava na propriedade intelectual das obras literárias, polémica cultural que ficou conhecida pela ideia da “morte do autor”. Defendia-se o direito de todos aos bens de consumo, ao mesmo tempo que se acusava a televisão e outros meios de comunicação de massa de provocarem o adormecimento das populações, no debate contra o “mundo do espectáculo”.
Passados 40 anos, o que surpreende é a actualidade das propostas do Maio de 68. Essa actualidade mostra-nos como são lentas as verdadeiras mudanças culturais. Para que elas se instalem precisam de muita energia, de muitos jovens de muitas gerações.

LP

05 maio 2008

Maio de 68

Leituras


O Navegador Solitário é um excelente livro escrito por João Aguiar. Trata-se de um diário cujo protagonista, Solitão Francisco Fernandes (de 15 anos) , narra, obrigado pelo espírito do seu avô Aquilino, o desenrolar da sua existência.
Relatando a sua vida, curiosa e constantemente "lixada", Solitão mostra como é a sua relação com a família, com os amigos, com as mulheres, com a escola e com o seu próprio "eu" ao longo dos anos. Nas várias passagens do diário, surgem momentos de "escrita automática", um fenómeno de carácter parapsicológico, provocado pelo avô.
Ao longo da narrativa, acompanha-se o excitante e interessante crescimento da personagem, comparando também o seu modo de escrita, cada vez mais evoluída, com o passar do tempo.
Micaela Amorim, 10º A

23 abril 2008

Abril Sempre!

Três décadas decorreram sobre a Revolução dos Cravos. Não é de estranhar, por isso, que a sociedade portuguesa tenha vindo a construir, conscientemente ou não, uma distância temporal que acaba por resultar em esquecimento.
Para que, ainda hoje, o 25 de Abril possa fazer sentido há que pensar nele como um ponto final e como um grito libertador. Ele constitui um momento a partir do qual tudo ia ser diferente. Acabou com a Guerra Colonial, com a repressão policial, com a censura e com o marasmo. Foi o fim de um tempo em que tudo o que se passava passava lá fora, movimentos juvenis e estudantis nas ruas, revoluções intelectuais e criações artísticas.
Enquanto isso, o nosso país era a terra onde nada acontecia e o dia seguinte era exactamente igual ao dia anterior. Ao longo de meio século, julgava-se ser possível que os filhos pensassem sempre como os seus pais, que as mulheres obedecessem servilmente aos maridos e que os empregados nunca questionassem as ordens que recebiam.
Celebrar o 25 de Abril é saber o entusiasmo que é possível partilhar em conjunto. É ter a percepção de que os movimentos colectivos justos alargam exponencialmente a capacidade de agir de cada um de nós.


LP.

Olimpíadas do 25 de abril.

Realizaram-se, no dia 12 de junho, na EBS Lima de Freitas, as Olimpíadas do 25 de Abril para as turmas do 6º A e B da disciplina de Histór...