Concurso Nacional de Leitura

04 março 2009

História do Rei Transparente

“ Sou mulher e escrevo. Sou plebeia e sei ler. Nasci serva e sou livre…”, assim começa esta história da madrilena Rosa Montero. É uma narrativa cheia de aventuras e personagens pitorescas que se desenrola na Idade Média. Uma Idade Média contada de forma tão intensa que apura os nossos sentidos trazendo até nós os cheiros e as cores daquela época.
As aventuras de Leiola e Nyneve, na versão feminina, ou de Leo e Nine, na versão masculina, mostram-nos uma França feudal de nobres vassalos com os seus domínios, direitos, guerras, num modus vivendi que caracterizou a época. Na parte oposta desta sociedade encontra-se a plebe e a dominar a vida, de uns e de outros, a religião. Curioso é ir percebendo como as personagens umas vezes místicas, outras fantásticas, outras reais se comprimem entre as crenças populares e um Deus que domina as suas vidas. Mas esse Deus é interpretado e vivido pelos homens de forma diferente. Para uns, os cátaros, é responsável por espíritos mais abertos e intelectualmente mais desafiantes, onde a mulher tem um papel activo, o que está bem patente na descrição do ambiente na corte da rainha D. Leonor, em Poitier. Para outros, os católicos, tudo gira à volta do pecado e da contenção, o que se espelha na figura do primo de Dhuoda, frei Angélico.
Leiola, a mulher, a camponesa, é apanhada num turbilhão de acontecimentos que envolvem a guerra do senhor dos domínios onde habita com pai e irmão. Quando estes são mobilizados à força, vê-se sozinha num mundo de homens e resolve roubar uma armadura num campo de batalha para sobreviver. Conhece Nyneve que lhe diz ser uma bruxa e que acaba por se tornar na sua grande companheira. A partir daí tudo é possível, são vinte e cinco anos de aventuras e desventuras numa demanda de liberdade, justiça, amizade e amor.
E o rei transparente? Um véu que parece ser levantado ao longo da narrativa e que deixa o leitor sempre na expectativa: alguém começa a contar a história … e, no fim… a escritora protege o leitor…???

01 março 2009

Em Nome do Amor


Em Nome do Amor, de Meg Rosoff (Editorial Presença), recebeu dois prémios: o Guardian Children's Fiction Prize de 2004 e o Branford Boase Award de 2005.
Chega até nós como um desafio: é um dos livros que a equipa vencedora do Concurso "Leituras & Companhia" (3º ciclo) deve ler para participar na Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura.

De Nova Iorque para Inglaterra, Daisy, uma jovem de 15 anos, que gostava de ler, leva-nos a conhecer as pessoas da sua vida. Parte "em guerra" com a família mais próxima e encontra o amor na família de acolhimento, constituída pelos primos Isaac, que fala sobretudo com os animais; a Piper, sua cúmplice; o Osbert; o Osmond, que ouve os pensamentos dos outros...
É com eles que vive tempos difíceis, de Guerra mais real, apenas superados pelo Amor, também sob a forma de Amizade.
Amor e guerra, separações e mortes, perdas e ganhos e, sobretudo, a reconstrução, o reencontro.

Aqui fica um excerto:
Amo-te - disse-lhe por fim. E depois disse-lhe vezes sem conta, até que as palavras já não soassem como palavras.
E, finalmente, ele virou-se para mim, com os olhos sem expressão, e falou.
- Então, por que é que te foste embora? (pág. 165)
AP

24 fevereiro 2009

Lillias Fraser


A propósito deste seu livro, Hélia Correia confessou, numa entrevista, que se tinha apaixonado mesmo pela protagonista, Lillias. De tal forma que a separação lhe pareceu penosa, quando acabou de escrever o romance.
O mesmo sentimos nós, leitores, ao deixarmos partir este ser algo insólito, com um olhar que perscruta a vida à procura da morte nos que com ele se cruzam.
A história desta menina que, ao mesmo tempo, atrai e assusta, cruza-se com alguns momentos da História do século XVIII: a batalha de Culloden, na Escócia, mas também o terramoto de 1755, em Lisboa.
É igualmente o relato de uma viagem que termina em Portugal, com passagem por Mafra e Setúbal, não sem uma alusão à Arrábida. Nesse percurso habitado por muitos seres, Hélia Correia fez Lillias cruzar-se com Blimunda Sete-Luas, personagem de uma outra história, Memorial do Convento, não sem ter pedido autorização a José Saramago...
Na entrevista já referida, a autora não considera Lillias Fraser um romance histórico, mas admite ter revisitado a História, através de livros, depois de uma viagem à Escócia. E foi assim que a pequena Lillias saiu do campo de Culloden para as páginas deste livro.
Lillias Fraser ganhou o Prémio D. Dinis 2002 (ex-aequo com Marcello Duarte Mathias) e o Prémio do Pen Club Português 2001, na categoria de romance.
Foi um dos livros seleccionados para a Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura (secundário).
Para além disso, é um livro que vale a pena ler.
AP

15 fevereiro 2009

Apanhados a Ler

Cá estamos nós outra vez! Sabem, nós somos como aquele pedacinho de lã que se ata no anel para que não nos esqueçamos de algo que é muito importante. E o que é muito importante? A participação no Concurso "Apanhados a Ler". Pensavam que já tinha acabado o prazo? Não! Ainda vão a tempo, mas não demorem, pois falta pouco. Mãos à obra! Vá rápido...
CC

11 fevereiro 2009

Passaporte de Leitura


Vamos descobrir quem são os maiores leitores neste ano lectivo de 2008/2009.

Ainda não tens o teu passaporte? De que estás à espera? Na tua Biblioteca, à tua espera está o teu passaporte de leitura. O caminho é feito pelas tuas mãos.

CC

05 fevereiro 2009

Dia Europeu da Internet Segura


O tema da segurança na Internet, pela sua vastidão, pela sua pertinência e, acima de tudo, pela sua importância, presta-se ao desenvolvimento de um conjunto de actividades onde o espaço escolar é, sem dúvida, o local de eleição e o jovem, o principal actor, desempenhando em simultâneo o papel de mentor e de destinatário.
Ao pesquisar online os utilizadores podem alargar os seus conhecimentos pessoais e comparar diferentes perspectivas de abordagem sobre determinado conteúdo ou assunto. Todavia, esta forma de pesquisa acarreta riscos, nomeadamente, ao nível de:
conteúdos ilegais (pornografia infantil, racismo, difamação, publicidade sobre drogas ilegais, ameaças); conteúdos nocivos (pornografia e linguagem para adultos, violência, informação sobre seitas); conteúdos falsos (dar por certa informação que é falsa).
Assim, com o objectivo de assinalar o DIA EUROPEU DA INTERNET SEGURA vão decorrer na nossa ESCOLA três sessões de esclarecimento no dia 10 de Fevereiro dedicadas a este tema.
CC

Olimpíadas do 25 de abril.

Realizaram-se, no dia 12 de junho, na EBS Lima de Freitas, as Olimpíadas do 25 de Abril para as turmas do 6º A e B da disciplina de Histór...