Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

23 abril 2008

Abril Sempre!

Três décadas decorreram sobre a Revolução dos Cravos. Não é de estranhar, por isso, que a sociedade portuguesa tenha vindo a construir, conscientemente ou não, uma distância temporal que acaba por resultar em esquecimento.
Para que, ainda hoje, o 25 de Abril possa fazer sentido há que pensar nele como um ponto final e como um grito libertador. Ele constitui um momento a partir do qual tudo ia ser diferente. Acabou com a Guerra Colonial, com a repressão policial, com a censura e com o marasmo. Foi o fim de um tempo em que tudo o que se passava passava lá fora, movimentos juvenis e estudantis nas ruas, revoluções intelectuais e criações artísticas.
Enquanto isso, o nosso país era a terra onde nada acontecia e o dia seguinte era exactamente igual ao dia anterior. Ao longo de meio século, julgava-se ser possível que os filhos pensassem sempre como os seus pais, que as mulheres obedecessem servilmente aos maridos e que os empregados nunca questionassem as ordens que recebiam.
Celebrar o 25 de Abril é saber o entusiasmo que é possível partilhar em conjunto. É ter a percepção de que os movimentos colectivos justos alargam exponencialmente a capacidade de agir de cada um de nós.


LP.

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