25 março 2009

Concurso Leituras & Companhia


Está a decorrer mais uma sessão do Concurso Leituras & Companhia. As provas trouxeram ao de cima personagens de Eça de Queirós, António Mota, Álvaro Magalhães, Sempé-Goscinny e até curiosidades estranhas do corpo humano. O empenho e entusiasmo demonstrados deixam no ar a confirmação de que ler é divertido.

Parceiros/Padrinhos de Leitura


No âmbito do projecto aLer+ está a decorrer uma actividade que se chama Parceiros/Padrinhos de Leitura. Alguns alunos dos diversos ciclos começaram por trocar correspondência entre si, sendo depois promovidos encontros entre padrinhos e afilhados onde é privilegiada a troca de experiências em torno do livro – ler, contar e dramatizar.

19 março 2009

21 de Março - Dia Mundial da Poesia

Nesta data sugerimos um livro de poesia um pouco diferente: o primeiro livro de poesia para telemóveis. É vulgar enviar trechos de poesia por telemóvel mas, o que nunca tinha acontecido, e o que aqui se propõe, é um conjunto de pequenos poemas e, dentro destes, seleccionar-se trechos com menos de 160 caracteres, dos mais relevantes poetas portugueses, para enriquecer as mensagens SMS. De Almeida Garrett a Camilo Pessanha, Fernando Pessoa a Maria do Rosário Pedreira, 100 poetas portugueses propõem-lhe as mais magníficas mensagens retiradas do esplendor das suas obras. Outra forma de trazer a literatura sempre connosco.
CC

15 março 2009

Homenagem a Pessoa e seus Heterónimos

Sou Alberto Caeiro,
O Mestre que os inspira.
Sou fã da Natureza,
Amo a sua Beleza.

Sou Ricardo Reis,
Louvo versos a Lídia,
Escrevo mil papéis
À minha doce orquídea.

Sou Álvaro de Campos
E falta-me um parafuso! Hup-lá! Hup-lá-hô!
Eia! Quero ser máquina,
Eia! Ser “made in” China!

Sou Fernando Pessoa,
Sou poeta nacional.
Aproxima-se o meu luto,
Sou poeta absoluto!

Sou Alberto Caeiro,
Não quero metafísicas.
Sou como um pastor,
Quero lá saber da Dor!

Sou Ricardo Reis
E escrevo sem sofrer,
Sem amor, nem ódios,
Sem nada acontecer…

Sou Álvaro de Campos
E prendo-me com grampos.
Ó na minha alma de aço
Sinto a crescer o meu cansaço.

Sou Fernando Pessoa,
Sou poeta fingidor.
Crio-me noutra pessoa,
Sinto? Só a minha dor.

Poema da autoria de Ana Xavier, Cátia Luz, André Graça e Rúben Gomes – 12º A



11 março 2009

Parámos para ler!


E (quase) todos parámos para ler. E gostámos do momento de paragem, do silêncio, do som da partilha ou do convivio com as palavras. Gostámos de interromper o que era suposto estarmos a fazer e fazer algo diferente; gostámos da novidade de ler "fora de horas"; gostamos de poder estar com os amigos e ler, algo que não é habitual fazer-se em grupo; gostámos que nos dissessem: "pára e lê um livro!"... Obrigada por estarem connosco.

CC

04 março 2009

História do Rei Transparente

“ Sou mulher e escrevo. Sou plebeia e sei ler. Nasci serva e sou livre…”, assim começa esta história da madrilena Rosa Montero. É uma narrativa cheia de aventuras e personagens pitorescas que se desenrola na Idade Média. Uma Idade Média contada de forma tão intensa que apura os nossos sentidos trazendo até nós os cheiros e as cores daquela época.
As aventuras de Leiola e Nyneve, na versão feminina, ou de Leo e Nine, na versão masculina, mostram-nos uma França feudal de nobres vassalos com os seus domínios, direitos, guerras, num modus vivendi que caracterizou a época. Na parte oposta desta sociedade encontra-se a plebe e a dominar a vida, de uns e de outros, a religião. Curioso é ir percebendo como as personagens umas vezes místicas, outras fantásticas, outras reais se comprimem entre as crenças populares e um Deus que domina as suas vidas. Mas esse Deus é interpretado e vivido pelos homens de forma diferente. Para uns, os cátaros, é responsável por espíritos mais abertos e intelectualmente mais desafiantes, onde a mulher tem um papel activo, o que está bem patente na descrição do ambiente na corte da rainha D. Leonor, em Poitier. Para outros, os católicos, tudo gira à volta do pecado e da contenção, o que se espelha na figura do primo de Dhuoda, frei Angélico.
Leiola, a mulher, a camponesa, é apanhada num turbilhão de acontecimentos que envolvem a guerra do senhor dos domínios onde habita com pai e irmão. Quando estes são mobilizados à força, vê-se sozinha num mundo de homens e resolve roubar uma armadura num campo de batalha para sobreviver. Conhece Nyneve que lhe diz ser uma bruxa e que acaba por se tornar na sua grande companheira. A partir daí tudo é possível, são vinte e cinco anos de aventuras e desventuras numa demanda de liberdade, justiça, amizade e amor.
E o rei transparente? Um véu que parece ser levantado ao longo da narrativa e que deixa o leitor sempre na expectativa: alguém começa a contar a história … e, no fim… a escritora protege o leitor…???

01 março 2009

Em Nome do Amor


Em Nome do Amor, de Meg Rosoff (Editorial Presença), recebeu dois prémios: o Guardian Children's Fiction Prize de 2004 e o Branford Boase Award de 2005.
Chega até nós como um desafio: é um dos livros que a equipa vencedora do Concurso "Leituras & Companhia" (3º ciclo) deve ler para participar na Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura.

De Nova Iorque para Inglaterra, Daisy, uma jovem de 15 anos, que gostava de ler, leva-nos a conhecer as pessoas da sua vida. Parte "em guerra" com a família mais próxima e encontra o amor na família de acolhimento, constituída pelos primos Isaac, que fala sobretudo com os animais; a Piper, sua cúmplice; o Osbert; o Osmond, que ouve os pensamentos dos outros...
É com eles que vive tempos difíceis, de Guerra mais real, apenas superados pelo Amor, também sob a forma de Amizade.
Amor e guerra, separações e mortes, perdas e ganhos e, sobretudo, a reconstrução, o reencontro.

Aqui fica um excerto:
Amo-te - disse-lhe por fim. E depois disse-lhe vezes sem conta, até que as palavras já não soassem como palavras.
E, finalmente, ele virou-se para mim, com os olhos sem expressão, e falou.
- Então, por que é que te foste embora? (pág. 165)
AP