Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

28 janeiro 2016

PARABÉNS RBE !

1996-2016 • A RBE comemora 20 anos
________________________________________



Em 2016, a Rede de Bibliotecas Escolares comemora vinte anos de existência. Vinte anos que nos permitiram atingir 2426 bibliotecas escolares e 1301 professores bibliotecários. Lançar um sem número de iniciativas em prol da leitura, da inclusão e das literacias exigidas por uma sociedade onde a informação e a tecnologia imperam e a incerteza se tornou uma constante. Vinte anos em que encontrámos parceiros, públicos e privados, que se tornaram aliados firmes e indispensáveis do nosso Programa. Em que obtivemos a confiança e a estima de muitos professores, alunos, funcionários, diretores de escolas e de centros de formação. De autarquias, bibliotecas municipais, fundações, universidades, associações e outras instituições da sociedade civil que nos dão o privilégio de trabalhar lado a lado.

Vinte anos percorridos temos razões para celebrar. Mas também a consciência de que o futuro é exigente e incerto. E que o nosso papel junto de alunos, de professores e também dos parceiros com que queremos continuar a trabalhar, passará pela forma como soubermos interpretar e responder às questões e valores com que o futuro já se está a desenhar.

22 janeiro 2016

“Um livro ilustrado é um livro com brinde”


A sétima edição da Ilustrarte – Bienal Internacional de Ilustração para a Infância é inaugurada nesta quinta-feira no Museu da Eletricidade, em Lisboa. Teresa Lima foi uma das selecionadas entre 1700 ilustradores de 72 países.

A ilustradora Teresa Lima foi mais uma vez selecionada para a exposição que de dois em dois anos mostra o que de melhor se faz pelo mundo na área da ilustração para a infância, a Ilustrarte. Desta vez, concorreu com originais do livro ainda não editado O Contador de Estrelas, com texto de de Arturo Abad (OQO Editora).

Para a também professora de Educação Visual, “um livro ilustrado é um livro com brinde”, porque entende que “a imagem não está lá para fazer compreender o texto, é uma mais-valia para aquele texto”. Acredita que “mostrar para lá do que está escrito é uma forma inteligente de ilustrar”. É o que costuma fazer.

Catarina Sobral, Joana Estrela Barbosa e Daniel Moreira também terão trabalhos expostos no Museu da Eletricidade até 17 de Abril, numa mostra que o curador Eduardo Filipe disse ao PÚBLICO ser “bem representativa, na sua variedade de temas e estilos, do que é a ilustração contemporânea internacional para a infância (e para todos)”.

Eduardo Filipe, que partilha a curadoria com Ju Godinho, realça a exposição monográfica sobre a obra de Serge Bloch, “um dos grandes autores da ilustração e design internacionais”. O artista, autor de Eu Espero…, com Davide Cali (Bruaá), fez parte do júri e estará presente na inauguração. O curador destaca ainda um outro núcleo a visitar no Museu da Eletricidade, “o espaço dedicado aos livros de Alice Vieira, uma das mais importantes escritoras portuguesas para a infância e juventude”.

Esta sétima edição da Ilustrarte foi ganha pela ilustradora espanhola Violeta Lópiz, com um trabalho inspirado nas ruas de Lisboa para o livro Amigos do Peito, com texto do brasileiro Cláudio Tebas e editado em Portugal pela Bruaá.

A ilustradora vive em Berlim e fez este trabalho durante uma residência artística em Lisboa. Violeta Lópiz contou à Lusa: “Pensava que iria fazer facilmente o livro, porque é um poema muito simples, mas enganei-me, foi muito mais interessante.” E acrescentou, sobre a cidade, que acabaria por reproduzir no livro: “Há outros estímulos, outra luz, outra língua.” Como banda sonora em fundo durante o seu trabalho, realizado com canetas de feltro, foi escutando música de José Afonso, disse à Lusa.

As menções especiais foram para a ilustradora belga Ingrid Godon, o espanhol Jesus Cisneros e a italiana Claudia Palmarucci. Todos estarão presentes na inauguração, a convite da Ilustrarte e da Fundação EDP.

Nesta edição, os arquitetos Pedro Cabrito e Isabel Diniz optaram por colocar os originais das ilustrações em 50 pequenas estruturas em forma de casa, “aquela forma que desenhamos na infância, um quadrado, uma janela, um telhado e uma chaminé”, descreve Eduardo Filipe. Os trabalhos ficarão no “chão da casa”, que é o tampo de uma mesa.

O aspeto geral da exposição será assim o de um bairro. Coincidência feliz com a obra vencedora, já que tudo foi concebido antes de se saber o resultado do concurso.

Para Teresa Lima, que concorreu sempre a todas as edições, a Ilustrarte “é muito importante porque, além de ser uma forma de contactar com outros ilustradores, é uma forma de divulgar o nosso trabalho a nível nacional e internacional”. Realça ainda que ver um original (quando não é ilustração digital) é muito diferente de ver uma reprodução, “vê-se como é que se faz, todas as camadas”. E conclui: “A Ilustrarte é a nossa Feira de Bolonha aqui em Portugal. É uma honra, no meio de tanta gente, ser selecionada. Fico sempre feliz.”

Para a vencedora, Viloleta Lópiz, “é muito bom, porque passamos a vida fechados em casa a desenhar, sem saber muito bem se [os leitores] vão gostar ou não”.


Nesta edição, a visita à exposição custa 2 euros, revertendo a receita para a campanha de assistência humanitária Unicef – Crianças Sírias.

21 janeiro 2016

LER COMO QUEM JOGA - ESCREVER COMO QUEM PINTA

"Um público comprometido com a leitura é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias."  Mário Vargas Llosa

Tendo como objetivo prioritário o desenvolvimento de competências de leitura, numa perspetiva lúdica e de satisfação pessoal, convidam-se todos os alunos do 3º ciclo e do ensino secundário, das escolas públicas e privadas do continente, ilhas, e territórios internacionais de aprendizagem da língua portuguesa, ao envolvimento num processo que conduza ao ato de ler, à reflexão e à criação de textos originais.

 Propõe-se que os alunos, na esfera das inquietações próprias dessa faixa etária, sejam desafiados a dar testemunho criativo das suas circunstâncias de crescimento e aprendizagem.

De iniciativa do Plano Nacional de Leitura, PNL, e com o contributo dos parceiros Rede de Bibliotecas Escolares, RBE Direção-Geral da Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e Escolas Portuguesas no Estrangeiro, DGAE/DSEEPE, LeYa, Revista TIME OUT, Camões IP, Fundação José Saramago, FJS, Casa Fernando Pessoa e Porto Editora, o projeto ‘Ler como quem joga - Escrever como quem pinta’, aposta na descoberta e revelação de novos talentos da escrita, nas vertentes a seguir discriminadas:


Notas de Leitura - 3º ciclo 

03 janeiro 2016

De volta ...

Aqui estão dois ingredientes perfeitos para aproveitar o que nos sobra desta pausa natalícia!!
Dia 4 estaremos à vossa espera, no lugar de sempre!! 
Bom regresso!



02 janeiro 2016

Educação Especial de A..Z.

3. S

Spina Bífida

  Os olhos permitem ver o que a realidade oculta. Por isso a visibilidade é tão importante. Dá- nos a consciência do lugar próximo que se encontra para além de nós. Permite-nos a consciência do Outro e, por consequência, a consciência de Nós próprios.
  O que tem isto a ver com uma malformação congénita designada por Spina Bífida?
  Tudo e Quase-Nada.

  Esta malformação congénita que parece significar, de forma concetual direta, que a «espinha» se divide em duas partes, significa no fundo que as vértebras que formam a nossa coluna vertebral, que são revestimento e proteção da medula espinhal, cuja formação ocorre por volta do primeiro mês de gestação num feto saudável, não fecham convenientemente numa pessoa portadora de Spina Bífida ocasionando fendas entre as vértebras. Este facto vai ocasionar lesões no sistema nervoso central que diferem de pessoa para pessoa de acordo com a extensão e o grau das lesões. 
O bebé nasce assim portador de uma lesão não adquirida após o nascimento sendo os danos irreversíveis. O trabalho clínico prematuro, inicial e continuado, no intuito de prevenir futuras lesões e de facultar a maximização da qualidade de vida da pessoa portadora de Spina Bífida adquire importância crucial.
  No contexto educativo a situação é semelhante à situação clínica.
  Cabe à Escola complementar, em articulação com os outros serviços, o trabalho médico, no intuito de permitir que a criança desenvolva, desde uma idade precoce, as suas capacidades e potencialidades de forma a otimizar a sua atividade e participação nos diferentes contextos de vida. A Escola deve, por isso, permitir a construção dum trabalho transdisciplinar, continuado e articulado, não apenas nas áreas académicas, mas sobretudo nas áreas da educação especial, da psicomotricidade (motricidade, coordenação motora, tonicidade, motricidade fina, esquema corporal, organização espácio-temporal) com, da fisioterapia, das terapias complementares (Hidroterapia/Psicomotricidade em Meio Aquático, Hipoterapia/Equitação Terapêutica, Desporto Adaptado,…), com as adaptações escolares e as medidas educativas necessárias que permitiram a cada criança, jovem e/ou jovem adulto(a) um desenvolvimento que seja o mais harmonioso possível.
  Algumas crianças portadoras de Spina Bífida apresentam, em comorbilidade, outros problemas de saúde como consequência da malformação congénita como bexiga neurogénica e hidrocefalia (retenção de líquido céfalo-raquidiano no cérebro). Estas consequências da Spina Bífida exigem cuidados de saúde particulares e ocasionam, em diferentes graus, problemas que a entrada na Escola normalmente acentua. A ausência de um acompanhamento adequado acentua, habitualmente, a ocorrência de problemas do foro percetivo, de orientação espacial, de lateralização, de coordenação visuomotora, de motricidade fina, de atenção, de memorização, de raciocínio abstrato e cálculo numérico (Garcia et al, 2002; Sandler, 1997; Banister, 1991) que se podem manifestar em diferentes graus.
  O apoio e o acompanhamento especializado assim como o apoio educativo devem ser facultados de acordo com as necessidades que cada criança e/ou jovem portador(a) de Spina Bífida. Pelas razões referidas anteriormente as disciplinas de matemática e as disciplinas que envolvam desenho e construção como a Geometria/Trigonometria (áreas que exigem esforço ao nível da visualização), que apresentem problemas ao nível do planeamento espacial e organização da folha de papel (consequências da disfunção na motricidade fina) assim como todas aquelas que exijam esforço físico continuado devem efetuar as adequações curriculares individuais e as adequações na avaliação necessárias para que cada criança e jovem possa desenvolver harmoniosamente as suas capacidades e competências.
  De acordo com SANDLER (2003), as dificuldades referidas quando associadas ao esforço que estas crianças e jovens realizam para tentar acompanhar os colegas são, inúmeras vezes, razão de fadiga e de desmotivação apresentando impacto ao nível da autoestima e a nível académico podendo dar início a um ciclo de falhanços e frustrações.
  Refere SANDLER (2003) que, a alteração da perceção visual pode estar, por vezes, na origem de um quadro de défice de atenção podendo estar associado à desmotivação por dificuldade no processamento de informação ou simplesmente por estar relacionado com a insatisfação sentida.
  Contudo, o que foi referido anteriormente não deve, em momento algum, ser razão de desistência, falta de exigência ou desinvestimento na otimização do esforço da criança e/ou do(a) jovem, não lhe permitindo otimizar as suas capacidades, quebrando o ganho de autonomia e a construção de uma vida pessoal, familiar e social participada e ativa.
  Este é um esforço que, na Escola, tal como no todo social cabe, em primeira instância, a Todos e a cada Um(a) de Nós.
  E é aqui, nesta cooperação ativa de esforços, que entra o Tudo e o Quase-Nada.
  Porque Tudo o que foi dito faz parte integrante do nosso quotidiano e da nossa existência enquanto seres-humanos que coabitam e partilham espaços comuns de existência.
  E porque o esforço que nos exige a dedicação ao Outro (e a nós próprios) «custa» Quase-Nada.

João Paulo Amaral (professor de educação especial), Setúbal, 03 de dezembro de 2015


Fontes:
§ ASSOCIAÇÃO DE SPINA BÍFIDA E HIDROCEFALIA DE PORTUGAL (ASBIHP): http://www.asbihp.pt/wp/;
§ SPINA BIFIDA ASSOCIATION: http://www.spinabifidaassociation.org/.

A Ver:
§ A DAY WITH SPINA BÍFIDA: https://www.youtube.com/watch?v=6vU6w1FwO0w;

A VER… E OUVIR:

01 janeiro 2016

Desafio Literário - quantos livros conseguem ler num ano?

Olá seguidores!

Feliz ano novo!! Desejo que 2016 seja repleto de conquistas e ótimas leituras!
E para começar o ano com o pé direito que tal um bom desafio?
O objetivo é fazer-vos sair da vossa zona de conforto e lerem uma quantidade específica de livros, claro que, quanto mais, melhor!

Já definiram uma meta de leitura para 2016? Não? Que tal uma ajuda?
Aqui vai uma sugestão para a escolha mensal das vossas leituras:

Janeiro - Um livro ganho no Natal de 2015
Fevereiro - Um livro que tenham comprado apenas pela capa
Março - Um livro que seja escrito por uma mulher
Abril - Um livro de mistério ou suspense
Maio - Um livro que tenha mais de 100 anos
Junho - Um livro que se passe num universo com magia
Julho - Um livro com mais de 500 páginas
Agosto - Um livro que tenha como cenário um lugar que sempre quisemos visitar
Setembro - Um livro de um autor que nunca tenham lido antes
Outubro - Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
Novembro - Um livro cujo título tenha uma só palavra
Dezembro - Um livro que se passe durante o Natal
Desafio Extra: Um livro da estante de uma amiga (o) e que nunca o comprariam

Agora é só começar! Que venha 2016 com muitas leituras para todos nós!

Nota: apliquem a vossa lista na biblioteca da escola e o desfio será muito mais fácil de ultrapassar.

Exposição Dia Internacional dos Direitos Humanos

Exposição de trabalhos do 9º E (Mundo Atual) e do 12º E (Psicologia) para lembrar o DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS. Registo de pal...